quando os muros foram erguidos

Saudades do tempo que não tinha amanhã
Que não importava a duração, o hoje acabava ali, sem prorrogações
A bagagem não era pesada, carregava o que podia aguentar, se a carga pesada fosse, deixava pelo caminho, sem olhar para trás
Sinto saudades de não temer o perigo, quando o medo não limitava as ações
Mesmo que a casa fosse de palha, o lobo não ia derrubar
Naquele tempo, a gente não sabia o que era morrer, outrora a gente tinha coragem, para ir além
Amanhã chegou carregado de responsabilidades, deixamos tudo para depois, talvez, nunca
porque nunca tem tempo
porque nunca tem dinheiro
porque lá é perigoso
porque falta alguma coisa
porque muros foram erguidos
porque o mundo é muito grande
porque a distância impõe barreiras
porque a gente não o conhece.
Ontem, parecia tão mais encantador, sem limites para barrar as ações....
Déa Corrêa

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