A curta vida de algumas palavras

 Sem a devida responsabilidade ou domínio sobre as palavras, alguns indivíduos bem que podiam ficar mudos quando fossem utilizar as palavras de forma inadequada. Desde sempre esse código maravilhoso para comunicação é utilizado sem controle, como armas prontas para a guerra. E essa guerra gelada, supostamente inofensiva,  tem poder para minar os mais nobres dos sentimentos, apenas com uma rajada delas, ditas sem o devido cuidado. Palavras são como crianças que precisam de limites, necessitam ser controladas e não devem ser ministradas em vão. A maioria delas saem da boca com alguma intenção negativa, nenhuma é proferida por acaso ou para fazer feliz. Nesse jogo de bate e rebate, corações são partidos,  mágoas são plantadas, vinganças planejadas, relacionamentos destruídos, sem falar daquelas que derrubam a auto estima, minam a coragem, fazem desistir, ofendem e fazem mal. O direito à fala deveria ser conquistado por uma poupança, para um tanto de boas palavras, lhes seria dado um crédito ou direito para usar em pequenas gotas, algumas dessas que a raiva insiste em trazer à boca. Enquanto o mundo ideal não existe, vivendo a liberdade da fala, convoco a todos para que tenham o domínio, o controle, sabedoria e amor, no trato com  essas letras, algumas são como armas de guerra, servem para matar.  

Déa Corrêa

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