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Deus trabalha quando a gente descansa

A gente acorda pela manhã pensando em vencer, sabe sobre os desafios, mas acredita que no decorrer do dia, vai ser possível conseguir a vitória. O dia vai passando, as situações não se resolvem, a fé e a esperança são abaladas, terminamos o dia com medo, cansada e acompanhada pelo monstro do desânimo, chega a intranquilidade e traz consigo um certo peso, a crença sobre dias melhores, finda com o chegar da noite e a gente dorme apreensivo, como será, amanhã? E tem vezes que ele chega sem perspectivas, continua tudo da mesma forma, na manhã seguinte, os mesmos problemas, as mesmas dificuldades, mas pela manhã, a gente volta a acreditar. Com o corpo descansado, a mente pensa em vitórias, planeja vencer, acredita na vitória, vai em busca de novas estratégias, não admite fraquejar, ainda que o dia não tenha terminado bem, acredita que o novo amanhecer, vem na sua direção, trazendo novas possibilidades, o amanhecer é portador de boas novas. A gente não ganha todos os dias, mas também não pe...

Coração de mãe

Quando nasce um filho, a mãe lhe entrega, como presente, uma parte do seu coração e não importa quantos sejam, recebem proporcionalmente a sua  herança, enquanto ainda não morreu a dona dele. Com a promessa de que não seja nunca esquecido, a mãe lhe entrega o seu maior tesouro, um pedaço de coração capaz de amá-lo incondicionalmente, na esperança que esse pedaço de coração receba toda atenção, para que se mantenha vivo e batendo fora do peito, que seja amado e cuidado com a mesma dedicação, que ela tem com eles por toda sua vida. Nessa história, não há reciprocidade, poucos, são os que se lembram de cuidar do pedaço de coração, para que não fique doente, costumam guardá-lo numa caixa qualquer e esquecem, que o pedaço decoração de mãe, não sobrevive dentro da caixa, para estar saudável, exige cuidados diários e muito específicos. De manhã, beijinhos para adubar a terra e abraços para firmar as raízes. Durante o dia carinhos, palavras de amor, conversas ao telefone, ouvir a voz do f...

Ninguém vive bem sozinho

Tem coisas que não somos capazes para fazer. Tem palavras que a gente não consegue dizer. Temos situações que não temos competência para resolver. Temos sentimentos que nenhuma pessoa pode entender. Compreender e aceitar que não há individualidade, que não existe só "eu", que somos falhos em algumas áreas e que precisamos de ajuda, em outras, faz com que a soberba e o orgulho ocupem um plano secundário na nossa vida, nos faz  perceber que não somos perfeitos e precisamos de outras pessoas para resolver algumas situações. Ninguém vive bem sozinho, fomos feitos para viver em comunidade, em grupos, a gente sente falta de ter alguém por perto. A gente pensa, que pode viver sozinho. A gente pensa, que não precisa de ninguém. A gente pensa, que é auto imune aos problemas e que eles não podem nos afetar. Mas, a pretensão acaba, quando nos damos conta de que a globalização é capaz de nos fazer compartilhar um virus mortal, fabricado do outro lado do mundo e que não temos meios efica...

Amor vira latas

Tendemos a não valorizar os amores de perto, daqueles que estão sempre disponíveis e que não medem esforços para estar ao nosso lado, a gente se acostuma com quem  está sempre à mão, e não precisa nem esticar os braços para alcançar. Essa não exigência de esforço, acaba menosprezando a qualidade desse amor, não é imputado o seu devido valor. A bíblia fala em um tempo para todas as coisas, e é certo que em algum momento, sentiremos falta desse amor vira lata, sem pedigree, acostumado a comer as migalhas que caem da mesa.Toda pessoa, pelo menos uma vez na vida, já teve um amor desses e sente por não ter lhe creditado o valor devido. É no compartilhamento, na reciprocidade, na doação de atenção, que se perpetuam os relacionamentos. Impute valor àqueles que desejam a sua companhia, só porque está sempre disponível, não quer dizer que seja de qualidade inferior. Menosprezar quem está por perto e à disposição é assumir o risco de arrependimentos e saudades, lá na frente, porque até o ma...
Buscamos por palavras adequadas para extravasar sentimentos, remanejamos emoções e tentamos verbalizar coisas que só existem dentro do nosso coração e do nosso pensamento e é nesse momento que se iniciam as maiores divergências: expressar o que o coração sente com palavras que não podem ou não devem ser ditas e mascarar sentimentos na busca pela grafia adequada, porque não há dizeres inocentes ou sem pretensões. Essa busca apaga, um pouco, a essência sobre o que se deseja dizer, a linguagem escrita rouba do texto dos nossos pensamentos, a originalidade, sobra a ideologia e a certeza de que é refeito toda as vezes que é anunciado. Não existem palavras ideais, o que existe, são tentativas de expressão, maquiadas pela necessidade de parecer capaz de manter o domínio sobre as palavras em todas as situações. Os sentimentos escritos sofrem manipulações, a partir do momento que a mente decide como colocar em palavras essas emoções, a sua essência inicial, já está perdida, corrompida,  di...

A dona da festa

Olhou para o outro lado, disfarçando, como se não estivesse vendo, ele entregar os convites do aniversário, para algumas pessoas. O convite era lindo, bem colorido, sentiu uma pontada de inveja, sabia que não tinha um convite com o seu nome, nunca a convidavam para as festas. Ficava só observando, existia o grupo dos populares que estavam em todas, e o resto, que nunca estava incluído na lista, e essa era a turma da qual fazia parte. Não sabia, por qual motivo, talvez, porque não pudesse comprar o presente, ou porque pensassem que não tinha uma roupa adequada para ir à festa ou que não soubesse como se comportar, inúmeras possibilidades, mas nenhuma que justificasse a exclusão. Ela sofria porque era rejeitada, o tempo não apaga essas marcas, influi no comportamento e até na vida adulta. Brincavam juntos no recreio, tomavam o lanche sentados na mesma mesa, nunca entendeu, porque não era convidada para as festas, queria tanto saber como era o mundo deles, não queria ser excluída, não go...

Amizades e fofocas não são compatíveis

Algumas pessoas sentem prazer em criar conflitos, ficam felizes em ver o circo pegar fogo, gostam de criar situações constrangedoras e se satisfazem quando conseguem fazer as pessoas brigarem. Não entendo direito a motivação para a necessidade dessa manipulação de informações, na intenção de colocar uma pessoa contra a outra, não sei precisar qual a vantagem. A fofoca, numa forma mais popular, acaba criando conflitos graves, com a intenção de fazer o outro sofrer, por nada. sem necessidade. Ás vezes, isso é motivado por ciúmes, desejo em abalar aquela relação. Em outras a motivação é a inveja, ela quer para si aquele relacionamento, pensa que aquela amizade só pode existir se não houver concorrências. Mas na maioria das vezes, não há uma motivação real, as palavras são jogadas de forma aleatória, para deixar o outro numa situação de fragilidade, num patamar inferior, apenas para mostrar superioridade, mostrar que está no comando da situação e é detentor da informação, enquanto o outro...