Rios rasos são para os fracos

Mergulho sobre a superfície, sem muitas pretensões para chegar ao fundo. Vejo que não há profundidade capaz para cobrir o corpo, o risco é pequeno, sem comprometimentos importantes. O impacto com a água não chega a ferir, mas a ausência de fundura não protege e nem amortece a queda. O lago parece raso, a gente se machuca quando o mergulho não é profundo, marcas e arranhões fazem lembrar que escolhemos o rio raso para não correr riscos.
Quando faço qualquer coisa sem o envolvimento integral exigido, o resultado das minhas ações sãos medíocres, não atinjo o objetivo esperado e para que o resultado seja perfeito, o meu envolvimento tem que ser intenso, doar-me por inteira, chegar ao fundo, ir até o fim. Qualquer meta a ser alcançada, deve ser acompanhado de um envolvimento integral e de coragem para escolher maiores volumes de água, no fundo não há claridade, só escuridão. Quando fazemos coisas de forma aleatória, sem o envolvimento adequado e sem definir o alcance daquela ação, somos obrigados a receber em troca desse esforço insuficiente um retorno inadequado, os maiores objetivos a serem alcançados, estão em águas profundas, necessário mergulhar sem medo de não chegar ao fundo, rios rasos são para os fracos, os sobreviventes aprendem a nadar no limite. Para experiências extraordinárias é preciso ir além, deixar ser levado pela correnteza, ampliar a margem para novas descobertas. No fundo dos rios rasos não existe nada.

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