A medida exata

 Não sei dizer com exatidão quão necessários somos na vida de alguém, a dosagem exata para não sermos invasivos, passar da conta. A linha que separa o necessário daquilo que sobra, é pequena, por vezes, não enxergamos o limite e corremos o risco da invasão. Cada pessoa necessita de um tanto de nós, nada além do necessário, uma porção pequena geralmente e quando não compreendemos essa necessidade em números absolutos, nos tornamos inconvenientes, grudentos, queremos um pouco mais, além daquilo que desejam nos oferecer. Só queremos estar perto, e a gente não percebe que está sobrando, que não tem mais nada a oferecer nesse relacionamento e sofre, por insistir em continuar nessa etapa, em estar o tempo todo presente. A gente sente falta, no fundo, o que desejamos é que fosse possível manter dentro do nosso abraço, todos os que algum dia estiveram dentro deles, que nem um se perdesse no caminho e que os braços pudessem esticar todas as vezes que alguém entrasse dentro deles, sem a necessidade de se soltar. Bom seria que nunca houvesse exageros e que a gente aprendesse a medida exata para que nada sobrasse. Dos filhos, a gente espera que voltem, dos pais, a gente aprende o caminho e a necessidade de voltar, dos parentes que se lembrem de nós, dos amigos, a vida se encarrega de cruzar os caminhos daqueles que desejam se juntar. 

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